• Novembro traz ações de alerta ao diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil

    Editoria Local de Saúde: Willen Benigno

    No Brasil, 35 novos casos de câncer são diagnósticos por dia, entre crianças e adolescentes de 01 a 19 anos. Diante dessa realidade a Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer – Coniacc juntamente com as 50 instituições e casas de apoio filiadas espalhadas pelo Brasil promovem neste mês de novembro, ações de alerta e conscientização ao diagnóstico precoce, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil (DNCCI) – referendado em 23 de novembro.

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    Imagem: Danone Baby

    No Rio Grande do Norte, a Casa Durval Paiva vai promover o XIV Fórum do Diagnóstico Precoce no dia 20 de novembro, das 9 às 17h, no auditório do CTGAS/SENAI, na Av. Capitão-Mor Gouveia, 2770 - Lagoa Nova, visando capacitar os profissionais da saúde, estudantes e demais interessados na temática. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pela internet http://bit.ly/2P7HOWi mediante a doação de uma lata de leite em pó, a ser entregue no dia do evento.

    O Dia de Combate ao Câncer Infantojuvenil entrou no calendário nacional por meio da Lei de Nº 11.650, de 4 de abril de 2008 e atua, intensamente, na orientação e divulgação de informações em torno da doença que atinge milhares de jovens anualmente. Na mesma data também é referendado o Dia Estadual e Municipal de Combate ao Câncer Infantojuvenil. No RN, a Lei foi promulgada em março de 2008, através do Projeto do deputado José Dias e no Município de Natal, foi instituída em 2009, por meio da Lei de autoria do vereador Hermano Morais.

    Entre os principais objetivos da data estão o estímulo de ações educativas e preventivas relacionadas ao câncer infantojuvenil; promoção de debates e eventos sobre políticas públicas de atenção integral às crianças e adolescentes com o câncer; apoio as atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil em prol dos pacientes; divulgação sobre avanços técnico-científicos relacionados à doença e principalmente apoio às crianças, adolescentes e seus familiares.

    Para o presidente da Coniacc e da Casa Durval Paiva, Rilder Campos, o DNCCI chega para sintetizar todo o processo de trabalho e dedicação que acontece ao longo do ano. “Enfatizamos a data colocando em vista a divulgação dos sinais de alerta da doença para que a sociedade desenvolva uma cultura de entendimento de que o câncer infantojuvenil existe e que pode ser curado, se o diagnóstico for feito precocemente. Todas as instituições e casas de apoio estarão mobilizadas em divulgar e promover mais um grande Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil”, explica.

    Sobre o câncer infantojuvenil

    De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), haverá mais de 12.500 novos casos de câncer infantojuvenil em 2019 e, com o diagnóstico precoce, em torno de 80% desses pacientes poderão ser tratados adequadamente com a doença ainda no início. Apesar dos dados, segundo a Sociedade brasileira de Oncologia Pediátrica – SOBOPE, a taxa de cura ainda deixa a desejar mediante a descoberta tardia, sendo o câncer infantojuvenil a segunda causa de morte em crianças menores de 15 anos, perdendo apenas para fatores externos.

    A Confederação, por meio das afiliadas no país, faz o alerta durante todo o ano sobre um dos principais fatores que pode transformar essa realidade e reduzir esse número que é o diagnóstico precoce. Os adultos devem atentar para o possível aparecimento de qualquer um dos sinais de alerta em crianças e adolescentes. O diagnóstico precoce em conjunto com o tratamento adequado é fundamental e pode salvar milhares de vidas.

    Alguns sinais de alerta são: 

    • Palidez progressiva
    • Sangramentos ou manchas roxas sem relação com traumas; 
    • Febre prolongada sem causa definida; 
    • Vômitos e dores de cabeça persistentes, principalmente pela manhã; 
    • Alteração da marcha ou da visão ou diminuição da força em pernas ou braços; 
    • Caroços em qualquer lugar do corpo;
    • Ínguas;
    • Dores no corpo que não passam e atrapalham as atividades das crianças;
    • Mancha branca nos olhos da criança registrada em fotografias com flash.
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